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Mangueira · semana 2 de 4
As lembranças que voltam sozinhas
Há lembranças da infância que ficam muito nítidas e, quando se olha para elas, parecem quase sem importância: uma bacia no chão, uma tarde qualquer, uma manga a escorrer pelo braço. Porque é que ficou logo aquela? Como a psicanálise olha para isto: em «Lembranças encobridoras», de 1899, Freud propõe que algumas destas imagens guardam o lugar de outras. A cena que ficou pode estar ligada, por um fio discreto, a algo que na altura era difícil de sentir. Não é preciso descobrir o que está por trás. Basta olhar para a lembrança com curiosidade, sem a apressar.
As cartas da Pâmela
Receba uma carta a cada etapa.
Ao longo das semanas, a Pâmela escreve-lhe com reflexões sobre o que cada etapa costuma trazer. A primeira carta chega já. Só enquanto a mangueira cresce.
Ao pedir as cartas, autoriza o envio para este e-mail e pode parar quando quiser. O que escreve no site nunca é enviado.
Escolher uma lembrança da infância que volta muitas vezes e olhar para ela devagar: quando volta, o que traz, o que está à volta. Faça um momento de cada vez, quando puder. Não há ordem certa nem dias marcados; o que escolher fica guardado aqui.
1Dia 1 · 3 minutos
A lembrança que volta
Não escolha a mais importante. Escolha a que aparece primeiro, mesmo que pareça pequena.
2Dia 2 · 3 minutos
Quando volta
As lembranças raramente voltam ao acaso. Muitas vezes têm hora, ou têm motivo.
3Dia 4 · 3 minutos
As margens da fotografia
Agora olhe para os lados da cena. Muitas vezes, o que importa está à margem, e não no centro.
4Dia 5 · 3 minutos
O que a lembrança guarda
Freud pensava que algumas lembranças guardam o lugar de outras. Não por maldade, mas porque havia coisas difíceis de sentir naquela idade.
5Dia 7 · 3 minutos
Dar-lhe um lugar
Uma lembrança que volta tantas vezes talvez só queira ser olhada com tempo.
Para fechar a semana
A fotografia e as margens
Esta semana olhou para uma lembrança e para o que estava à volta dela: quando volta, o peso que traz, o que talvez guarde.
O que foi escolhendo
Porque é que guardei esta lembrança, e não outra?
Reflexão de fé (opcional)
Para quem tem fé, há a ideia antiga de que nada do que vivemos se perde aos olhos de Deus. Pode confiar-Lhe esta lembrança tal como é, sem a explicar.
Pode concluir quando quiser, mesmo sem todos os momentos.
O retrato da sua semana
Só no seu ecrã. Não é um teste nem um resultado: é o desenho desta semana, como a viveu.
Quando quiser falar com alguém
Há coisas que se pensam melhor a dois.
Se o que vai aparecendo pede uma conversa, a primeira consulta com a Pâmela é online e tem 50 minutos, sem compromisso de continuar.

Também vim do Brasil e sei o que é recomeçar. Atendo online, em português, quem vive em Portugal e quem está longe de casa.