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Sobre mim
Pâmela Friedericks
Terapeuta de orientação psicanalítica, esposa, mãe do Diogo, Gabriela, Rafael, Kauan, Nathan e Valentina (sim, são 6!)

O meu percurso
- Formação
- Psicanálise, iniciada no Brasil e em continuidade em Portugal, com formações complementares. Curso de Psicanálise Clínica, Instituto Holístico Portugal.
- Investigação
- Tese em curso sobre a depressão.
- Antes da clínica
- Oito anos como fotógrafa de recém-nascidos, ao lado de mais de mil famílias.
- Hoje
- Brasileira, mãe, a viver em Setúbal. Atende online, em português.
Da fotografia à escuta
Durante anos fotografei o início de muitas vidas e percebi que o que mais me movia eram as histórias por trás das imagens: as emoções, as mudanças e os silêncios de quem atravessa uma fase nova. A psicanálise deu nome e método a essa escuta.
«Ser ouvido com presença e respeito é, muitas vezes, o primeiro passo para o reencontro consigo mesmo.»
Como trabalho: Freud, Lacan e Winnicott
«Sou mais freudiana, mas gosto muito de Lacan e uso constantemente os pensamentos de Winnicott, pela minha experiência e convivência com mães e bebés.»
Na prática, isto quer dizer duas coisas simples.
Freud reparou que aquilo que não conseguimos lembrar nem pensar tende a voltar em atos: escolhem-se situações parecidas, repete-se a mesma dor. Nas sessões fala-se livremente, pela ordem que quiser, e aos poucos aquilo que se repetia começa a ganhar palavras e sentido («Recordar, repetir e elaborar», 1914).
Winnicott, que trabalhou muito com mães e bebés, descreveu a sustentação, o «holding»: antes das palavras, um bebé precisa de ser segurado por alguém que está ali para ele. Em adulto, a relação na terapia pode oferecer algo dessa sustentação: um tempo e um espaço onde não precisa de chegar com tudo organizado («A teoria da relação pais-bebé», 1960).
A psicanálise ajuda a pensar; não promete resultados nem substitui a avaliação médica quando ela é precisa.
Também vim do Brasil
Sei o que é recomeçar noutro país: a saudade, a língua parecida mas diferente, a sensação de não ser bem daqui nem bem de lá. Atendo em português quem vive em Portugal e quem está longe de casa.
Para ler com calma: mudar de país é atravessar mais do que um oceano e, para os dias mais difíceis, saudade de casa.
Fé e terapia
Se a fé faz parte da sua vida, aqui tem lugar. Muitas pessoas religiosas adiam a terapia por receio de serem julgadas ou de verem a fé posta em causa. Aqui isso não acontece. Respeito as crenças de cada pessoa. Se quiser falar da sua fé nas sessões, ela é escutada com o mesmo cuidado que tudo o resto. Sei, também por experiência própria, o lugar que a fé pode ter na vida de alguém. Pedir ajuda não é falta de fé. E se não tem uma religião, este espaço é igualmente seu.
Os meus artigos

Perguntas frequentes
Que formação tem a Pâmela?
Fez o Curso de Psicanálise Clínica no Instituto Holístico Portugal. A formação em psicanálise começou no Brasil e continua em Portugal, com formações complementares. Tem uma tese em curso sobre a depressão.
Como é uma sessão?
É online, por videochamada, e dura 50 minutos. Fala-se livremente, pela ordem que quiser: não há respostas certas nem temas proibidos. Aos poucos, ganham sentido coisas que antes pareciam acaso.
Preciso de saber o que dizer na primeira consulta?
Não. Não precisa de chegar com tudo organizado. A primeira consulta serve para perceber o que está a viver e se a terapia faz sentido para si, sem compromisso de continuar.
A Pâmela faz diagnósticos ou receita medicação?
Não. Se for preciso, digo-lhe a quem recorrer, por exemplo ao médico de família.
Atende quem vive no Brasil ou noutro país?
Sim, as sessões são online e em português. Para quem vive no Brasil há valores em reais.
Tenho fé. Vai ser posta em causa?
Não. As suas crenças são respeitadas e, se quiser, podem fazer parte da conversa.
Se está em crise ou a pensar em fazer-se mal, ligue 112. Para falar com alguém a qualquer hora: 1411 (Linha de Prevenção do Suicídio e Apoio Psicológico) ou SNS 24, 808 24 24 24, opção 4, gratuitos.
Fontes: Freud (1914), «Recordar, repetir e elaborar», Standard Edition 12:145–156; Winnicott (1960), «A teoria da relação pais-bebé», Int. J. Psycho-Anal. 41:585–595. Atualizado em 17 de outubro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui acompanhamento profissional.