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Mangueira · semana 4 de 4
A história que levo
Ao fim de três semanas, a infância já não é só um lugar distante: tem cheiros, nomes, frases e repetições. Como a psicanálise olha para isto: Freud chama elaboração a este trabalho lento, em «Recordar, repetir e elaborar» (1914). Não basta dar nome a uma coisa para ela mudar; é preciso tempo para a voltar a pensar, uma e outra vez. A mangueira demora a crescer, mas depois dá sombra a muita gente e manga para repartir. Esta semana pergunta o que quer levar da sua história e com quem quer partilhar um pedaço dela.
As cartas da Pâmela
Receba uma carta a cada etapa.
Ao longo das semanas, a Pâmela escreve-lhe com reflexões sobre o que cada etapa costuma trazer. A primeira carta chega já. Só enquanto a mangueira cresce.
Ao pedir as cartas, autoriza o envio para este e-mail e pode parar quando quiser. O que escreve no site nunca é enviado.
Escolher o que quer guardar da sua história, o que pode pousar, e uma memória para partilhar com alguém. Faça um momento de cada vez, quando puder. Não há ordem certa nem dias marcados; o que escolher fica guardado aqui.
1Dia 1 · 3 minutos
O que me deu
A infância não foi só falta. Mesmo nas casas difíceis houve alguma coisa que alimentou.
2Dia 2 · 3 minutos
O que pesa
Também há o que pesa. Pode dar-lhe nome sem ter de decidir já o que fazer com ele.
3Dia 4 · 3 minutos
A sombra de agora
Pense nos sítios onde hoje encontra sombra. Para quem emigrou, talvez sejam novos; para quem ficou, talvez sejam os de sempre.
4Dia 5 · 3 minutos
Uma memória para partilhar
A manga do quintal raramente se come sozinha. Uma memória também se pode repartir.
5Dia 7 · 3 minutos
A história que levo
Para fechar o caminho da mangueira, uma frase só, para guardar.
Para fechar a semana
O fruto da mangueira
Escolheu o que recebeu, o que pesa, onde encontra sombra e com quem partilhar. A sua história continua a crescer, e já não cresce só às escuras.
O que foi escolhendo
Que parte da minha história quero dar a provar a alguém?
Reflexão de fé (opcional)
Para quem tem fé, partilhar a mesa sempre foi uma forma de memória: lembrar juntos o que nos deu vida. Pode levar esta memória à próxima refeição com alguém.
Pode concluir quando quiser, mesmo sem todos os momentos.
O retrato da sua semana
Só no seu ecrã. Não é um teste nem um resultado: é o desenho desta semana, como a viveu.
Quando quiser falar com alguém
Há coisas que se pensam melhor a dois.
Se o que vai aparecendo pede uma conversa, a primeira consulta com a Pâmela é online e tem 50 minutos, sem compromisso de continuar.

Também vim do Brasil e sei o que é recomeçar. Atendo online, em português, quem vive em Portugal e quem está longe de casa.